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17/08/2015

'Não vejo ameaça ao pré-sal´, diz diretora da ANP no Rio

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Imagem retirada de http://www.novaconcursos.com.br/portal/concursos/concurso-anp/
A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse nesta quinta-feira (13) no Rio de Janeiro que não enxerga "qualquer ameaça" ao petróleo nas camadas do Pré-Sal, nas bacias de Santos e de Campos. Magda compereceu na manhá desta quinta-feira (13) a uma reunião da CPI da Petrobras na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que apura as perdas econômicas, financeiras e sociais que o Estado do Rio sofreu nos últimos dez anos por conta da gestão na Petrobras.

" Vamos ter um pré-sal viável. A quantidade de óleo é tão grande e a produtividade dos poços também é tão grande que não vejo como possa se tornar algo inviável economicamente", afirmou ela, acrescentando que o Campo de Lula, localizado na Bacia de Santos, deverá ser o campo que mais vai produzir petróleo no pré-sal em 2016.

A diretora disse que os royalties para o estado devem somar R$ 250 milhões. Magda aproveitou para rebater as críticas ao novo leilão de petróleo e gás, marcado para 7 de outubro. Segundo ela, houve pressão dos agentes econômicos e tentativas de diminuir a competitividade do leilão usando o México como exemplo, tanto negativa quanto positivamente.

"Recomendamos uma rodada em 2015, no primeiro semestre. Aí chegam e falam para a gente: ´Não, queremos no segundo semestre´. Depois, falam que não vai ser competitivo por causa do México, e aí falam que, como não foi competitivo lá, não seria aqui. Eu não consigo entender isso", afirmou Magda.

Perda bilionária
Desde 2011, de acordo com estudo apresentado pelo deputado Edson Albertassi (PMDB), presidente da CPI, o estado perdeu R$ 5,7 bilhões em royalties e participação especial. Magda Chambriard se comprometeu a estudar a portaria 2006/00, que define os critérios para distribuição dos royalties.

"Se esse estudo estiver correto e a portaria for revista, podemos estancar a ferida que tivemos no Rio nos últimos quatro anos", disse o presidente da CPI.

A diretora da ANP disse ainda que a produção do pós-sal, com 800 mil barris a mais do que os poços da camada pré-sal, deve cair, e que a produção deste último deve seguir por muitos anos.

"A nossa produção teve uma queda entre 2011 a 2013, mas estabilizou em 2014 e deve melhorar nos próximos anos, com a instalação de novas plataformas e injeção de recursos", analisou Magda.

No dia 27 de agosto, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, convidado a comparecer a uma audiência na CPI, mas será substituído pelos diretores financeiro, de abastecimento e ecoengenharia da estatal.


Fonte: Udop, com informações do G1 (escrita por Henrique Coelho)