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24/07/2014

Em 6 meses, fogo devasta mais que em 2013 inteiro

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A área atingida por queimadas na região de Rio Preto em 2014 já é maior do que todo o ano passado. Dados da Polícia Ambiental apontam que 533 hectares, o equivalente a 761 campos de futebol (com medidas de 100 por 70 metros), foram atingidos neste ano. Em 2013, uma área de 378 hectares foi queimada. De acordo com a Polícia Ambiental, dos 533 hectares atingidos, 13 são de área de preservação permanente e 6 de reserva legal. Os outros 514 hectares são de vegetação comum, como pastagens, maciços florestais, restos de outras culturas e eucalipto. A devastação do fogo também atingiu 221 árvores nativas.

Outro levantamento obtido pelo Diário confirma o aumento das ocorrências de queimadas. É o caso dos focos de incêndios, ou seja, pontos em que foram constatadas queimadas, independentemente do tamanho da área atingida. No município, o aumento de focos de incêndio foi de 61% no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. Dados do Corpo de Bombeiros apontam que foram identificados 881 casos de foco neste ano, contra 547 em 2013. Somando as regiões de Mirassol, Tanabi e José Bonifácio, o crescimento foi ainda maior, de 77,9%.

A falta de chuvas, que causou longo período de estiagem, principalmente em meses incomuns como janeiro e fevereiro, e a ação humana são os principais responsáveis pelo aumento das queimadas. Os principais pontos de incêndio registrados pelos Bombeiros foram terrenos baldios, pastagens, margens de rodovias e matas próximas a condomínios. O levantamento dos Bombeiros aponta ainda que os meses de fevereiro e junho foram os que registraram maior crescimento em relação ao ano anterior em focos de incêndio. Em 2014, foram 185 incêndios em fevereiro e 29 em 2013, aumento de 537%. Já em junho, foram 244 em 2014 contra 80 em 2013, crescimento de 205%.

Dos 881 focos de incêndio do primeiro semestre de 2014, 456 aconteceram em vegetação, enquanto 425 foram em terrenos baldios. Em Rio Preto, as queimadas de qualquer tipo são proibidas desde 1999, sob pena de multa no valor de dois salários mínimos e o dobro em caso de reincidência. Cabe à Secretaria do Meio Ambiente a fiscalização. Incluindo os dados de Mirassol, Tanabi e José Bonifácio, foram 1.201 focos de incêndio em 2014 contra 675 no primeiro semestre de 2013. Os meses de fevereiro e junho também foram os que mais tiveram aumento no número de casos. A situação deve piorar, já que as chuvas podem demorar a voltar.

“Estamos em período de longa estiagem caracterizado pela ação dos ventos, baixa umidade relativa do ar e ações acidentais ou premeditadas do homem fazendo com que os focos de incêndio aumentem significativamente,” disse a tenente do Corpo de Bombeiros Lidiara Beatriz Kurachi Lenarduzzi. Para o gerente regional da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Antônio Falco Júnior, a população precisa se conscientizar. “A prática de limpar terrenos colocando fogo ainda é muito comum em Rio Preto e isso causa muitos danos, principalmente pelo período de estiagem.” A Cetesb aplica penalidade e multa em situações que geram gravidade. Além do fogo em lixo, os Bombeiros orientam a não arremessar pontas de cigarros ou fósforos em canteiros ou qualquer tipo de vegetação, não soltar balões, não acender fogueiras e evitar manifestações religiosas com o uso de velas em contato com a vegetação.


CANAVIAIS EM CHAMAS

O crescimento de queimadas também segue ritmo crescente em plantações de cana de açúcar na região de Rio Preto. Se considerar apenas os meses de maio e junho de 2014, os incêncios já superaram todo o período crítico (maio a outubro) de 2013. Neste ano, foram identificados pela Polícia Ambiental 139 focos de incêndio, enquanto no ano passado foram registrados 77 casos. A área atingida neste ano foi de 3.277 hectares, resultando em multa de R$ 822 mil.

Do total de queimadas irregulares deste ano, 105 foram detectados durante patrulhamento ou por meio de denúncia. Os outros 34 casos foram identificados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Ele no fornece informações pormenorizadas sobre focos de queimadas, tais como coordenadas geográficas, horário e data,” disse o capitão da Polícia Ambiental, Alessandro Daleck.

Denúncias

As denuncias de queimadas podem ser feitas para a Polícia Ambiental, no telefone (17) 3234-4122, na Cetesb (17) 3218-4300, pelo telefone ou para o Corpo de bombeiros, no telefone 193.


Fonte: Diário Web