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06/11/2014

Etanol nas bombas registra o maior preço da década na região de Ribeirão

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Steven Goodwin, SXC
O preço médio do litro do etanol nas bombas nas cidades mais populosas da região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) é o maior da última década para o mês de outubro.
 
Em Ribeirão, Franca (a 400 km de São Paulo), São Carlos (a 232 km) e Araraquara (a 273 km), o preço médio do combustível no mês passado variou entre R$ 1,84 e R$ 1,95 por litro, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
 
Em 2013, no mesmo período, a variação foi de R$ 1,75 a R$ 1,84, segundo o órgão.
 
Para especialistas, há problemas com o custo Brasil e falta de investimentos do governo no setor, além de a gasolina ter se beneficiado nos últimos anos de uma política de manutenção de preços adotada pelo governo.
 
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgou, nesta quarta-feira (5), que houve queda do preço nas bombas em municípios do Estado.
 
Na região de Ribeirão, no entanto, os principais municípios tiveram aumento nas quatro últimas semanas.
Até 2007, os preços em outubro giravam em torno de R$ 1 por litro. A partir de 2008 houve pequenos aumentos anuais.
 
Nos últimos três anos ficaram estabilizados em torno de R$ 1,80, e neste ano, atingiram o maior patamar.
O preço nas bombas contrasta com a situação nas usinas. Em outubro, o etanol hidratado, segundo indicador do Cepea/Esalq, custava R$ 1,13 nas usinas.
 
A Unica informou que não comentaria o preço nas bombas.
 
O Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) também informou que não iria se manifestar a respeito.
 
Para o economista da USP (Universidade de São Paulo) e especialista no tema Roberto Fava Scare, desde 2008 o setor sucroalcooleiro tem problemas econômicos em função da crise mundial e queda na demanda pelo produto.
 
“O setor teve uma série de problemas nos últimos anos que dificultaram a situação. Houve redução de demanda e fatores climáticos muito ruins, sem falar no custo Brasil”, afirmou Scare.
Segundo ele, não existe uma política setorial que permita que o etanol dispute mercado com a gasolina.
Ainda de acordo com o especialista, o governo faz o represamento no preço do derivado de petróleo, mantendo um preço independente de variações do mercado.
 
“O governo fez política com o preço da gasolina nos últimos anos”, disse.


Fonte: Jornal da Cana, com informações de Folha de S. Paulo