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12/03/2015 - Atualizado em 12/03/2015

ONS eleva previsão de chuvas em hidrelétricas ao longo de março

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Imagem retirada de http://www.ons.org.br/biblioteca_virtual/marcaons.aspx
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou a previsão de chuvas e está mais otimista sobre a situação dos reservatórios das principais hidrelétricas ao final de março, aponta relatório divulgado nesta sexta-feira (6).

As mais novas estimativas traçadas pelo ONS apontam que, no pior cenário, ao longo de março deve chegar às represas das usinas localizadas no Sudeste e Centro-Oeste água equivalente a 63% da média histórica para o mês, ante 54% previsto no relatório da semana passada.

No cenário mais otimista, a nova expectativa é que esse volume de chuvas pode chegar a 88% da média histórica. No relatório anterior, ele era de 84%.

Se confirmada a previsão pessimista, os reservatórios dessas usinas, que respondem por cerca de 70% da capacidade de geração de energia no país, terão no dia 31 de março nível médio de água de 24,9%. Já no cenário mais otimista, ele será de 30,8%.

Ao final da quinta-feira (5), dado mais recente, os reservatórios das duas regiões registravam armazenamento médio de 21%.

Falta de energia
Em novembro de 2014, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que, para não haver risco de faltar energia no Brasil ao longo de 2015, as represas de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste deveriam chegar ao final de abril, quando termina o período de chuvas mais intensas, com armazenamento médio entre 30% e 35%.

Portanto, as previsões divulgadas nesta sexta apontam que seria possível atingir o patamar de segurança já em março. Mas como a incidência de chuvas costuma cair conforme se aproxima o período mais seco, que vai de maio a novembro, não é possível estimar ainda qual será a situação dos reservatórios ao final de abril.

Pior janeiro em 85 anos
No início de janeiro, o G1 revelou que o volume de chuva que chegou aos reservatórios das principais hidrelétricas do país em janeiro de 2015 foi o mais baixo para o mês dos últimos 85 anos. Em fevereiro as chuvas foram mais intensas, mas não o suficiente para eliminar o risco de um novo racionamento de energia no país neste ano.

A falta de chuvas na região Sudeste e Centro Oeste tem provocado a disparada no custo de produção de energia no país, devido principalmente ao uso mais intenso das termelétricas. Movidas a combustíveis como óleo e gás, essas usinas contribuem para economizar água dos reservatórios, porém a eletricidade gerada por elas é mais cara e provoca aumento nas contas de luz.


Fonte: G1, escrita por Fábio Amato