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11/09/2014

Região tem 42 focos de queimadas por dia

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A cada dia são registrados pelo menos 42 focos de incêndio na região de Rio Preto. Os dados são do mês de agosto e mostram um crescimento de 40% no número de queimadas, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Só neste ano foram 1.305 ocorrências, contra 803 de 2013, segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério do Meio Ambiente.

O Inpe utiliza nove satélites para identificar os focos e classificá-los em uma escala que vai de risco mínimo a crítico, de acordo com a área atingida e condições climáticas. Na região, 98% das queimadas deste ano foram consideradas de risco crítico. “Consideramos a umidade relativa do ar, vegetação, temperatura máxima e condições do vento. Isso tudo vai interferir depois que o fogo começa. Se a condição for crítica, quer dizer que está propício à propagação em curto espaço de tempo e, consequentemente, atingir maior área ou vegetação”, explica Fabiano Moreli, pesquisador de queimadas do Inpe.

O pesquisador diz que neste ano o agravante é a estiagem por um período prolongado, o que, somado às altas temperaturas e baixa umidade do ar, favorece os incêndios. A região sofre um dos piores períodos de seca de sua história. Em Rio Preto não chove tão pouco num primeiro semestre como foi este desde 1968. No entanto, o principal responsável pelas queimadas, segundo o pesquisador, é o ser humano. “Muito calor e pouca água, isso favorece a propagação do fogo, mas tem a ver com o comportamento da população também. A maioria dos incêndios ocorre porque alguém colocou fogo em terreno ou ao lado das estradas”.

Incêndio atinge área de estudo

Uma queimada atingiu área do Instituto Florestal do Estado e danificou árvores das espécies aroeira e pinus, ontem, na avenida Fernando Bonvino, em Rio Preto. De acordo com o subtenente Iasser Arafat Abdel Hamid, pelo menos 7 mil litros de água foram utilizados para controlar o incêndio, que atingiu área de um hectare. As chamas só foram apagadas após duas horas de trabalho dos bombeiros e dos biólogos.

“O período de seca colabora muito para incêndios. Não sabemos exatamente o que provocou, mas pode ter sido desde algo mais simples ou até mesmo um incêndio criminal”, afirmou o subtenente. O biólogo Narciso Santos Costa, a área pertence e é mantida pelo Instituto e foi usada para uma experimentação de reflorestamento que já terminou. “Danificou algumas árvores, mas elas vão se recuperar.


Fonte: Diário Web