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27/11/2014

Saneamento básico ainda é o maior problema dos domicílios

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O saneamento básico ainda é um grave problema nos domicílios brasileiros. É o que mostra o estudo das Estatísticas de Gênero do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014. Quando consideramos domicílios urbanos inadequados, ou seja, aqueles onde não há água potável em conjunto com tratamento de esgoto sanitário e sem coleta regular de lixo (um total de 28,3% dos domicílios brasileiros), o estudo mostra que os melhores indicadores de qualidade são nos domicílios onde a mulher é responsável. A região Norte é onde esse problema é maior, atingindo 70% dos domicílios, seguido do Nordeste com 46,3% e 44,4% no Centro-Oeste, 24,2 no Sul e 12,2% no Sudeste.
 
Em 2010, 49,1 milhões de brasileiros (30,6% da população) viviam em moradias consideradas inadequadas na área urbana, sendo 25 milhões de mulheres e dessas 5,1 milhões eram meninas entre 0 e 11 anos.
 
Quando se passa à área rural, onde a baixa densidade populacional por vezes dificulta ainda mais o acesso a água encanada, esgoto e coleta de lixo, se pode ver que a situação ainda é precária no País. A maior parte da população tem acesso à água através de poço ou nascente (35,8%), enquanto as que despejam seu esgoto ou em fossa rudimentar ou diretamente em rios, lagos, valas ou no mar chega a mais de 80%. Chama a atenção na área rural o lixo queimado na propriedade, que chega a 59,8%. A coleta direta atinge menos de 20% da população.
 
Em geral as mulheres das regiões Norte e Nordeste são as que mais sofrem com as más condições de moradia. Cerca de 30% dessas mulheres se encontram em condições precárias de acesso à água. No Norte, 1/3 das mulheres não tem acesso a sequer a uma fossa rudimentar em casa, enquanto no Nordeste 16,2% jogam o lixo diretamente em terrenos baldios, na ruas, no rio ou no mar. Nos dois casos as mulheres pretas ou pardas são em maior número que as brancas.
 
O estudo mostra que as mulheres estão se tornando cada vez mais as principais responsáveis pelos domicílios no Brasil. No ano 2000, nas áreas urbanas, elas eram responsáveis por 27,3% dos domicílios. Em 2010 esse número cresceu para 41%. 


Fonte: Jornal do Brasil