"Na maioria dos casos, a taxa de câmbio real subiu excessivamente, então uma depreciação nominal da moeda é necessária para trazer as coisas de volta para um equilíbrio. A exceção é a Turquia, onde estímulos creditícios provocaram um forte aumento no déficit em conta corrente, então uma depreciação nominal é necessária para diminuir esse desequilíbrio externo", diz o IIF.
O instituto ressalta que prever taxas de câmbio é muito difícil e que existem muitas variáveis, então seu modelos apontam para riscos elevados de depreciação nesses casos, não um resultado definitivo ou pré-determinado.
Já no caso do Brasil, o real está subvalorizado em 8,8% em relação ao que seria o valor justo, ou seja, teria espaço para subir. "No caso do Brasil, nossa última atualização apontava uma subvalorização de 15%. Desde então, o câmbio subiu 7%, então o real agora está cerca de 8% subvalorizado".
Entre as moedas mais subvalorizadas, estão a coroa sueca (13,9%), peso chileno (10,5%), franco suíço (10,4%), won sul-coreano (9,9%) e o real brasileiro.
O modelo do IIF considera a taxa de câmbio real, ou seja, baseada nas ponderações de comércio externo, e leva em conta também os resultados de conta corrente e diferencial de inflação.
Fonte: Udop, com informações do Valor Investe (escrita por Álvaro Campos)
